terça-feira, 25 de outubro de 2011

I FÓRUM DA EDUCAÇÃO DE SÃO SEBASTIÃO

Palestras e atividades mostram o cotidiano do professor dentro do 1º Fórum Municipal
São Sebastião, sexta-feira, 14 de outubro de 2011
          Foto:Luciano Vieira | PMSSEducadores ouvem atentos as histórias do professor Perissé
 Público lotou as dependências do Teatro Municipal e do Tebar
“O professor do futuro”. Este foi o tema da palestra que abriu na manhã de sexta-feira 14, no Teatro Municipal de São Sebastião ,a programação do segundo dia do 1º Fórum Municipal da Educação com o professor doutor Gabriel Perissé.

Cerca de 800 educadores da rede municipal de ensino prestigiaram o evento nos dois dias. Na sexta, eles lotaram as dependências do Teatro Municipal e também do Tebar Praia Clube.

Atualmente, Perissé faz pós-doutorado em Filosofia da Educação, na Unicamp, e é autor de mais de 20 livros na área educacional. Formado em Letras, é mestre em Literatura Brasileira e doutor em Filosofia da Educação pela USP.

Perissé abordou, de uma maneira geral, como se encontra a educação no Brasil. Para ele, muitos políticos e autoridades falam que a Educação vai mal, mas nem sempre os educadores são consultados, citando uma frase do sociólogo Florestan Fernandes “A Educação no Brasil é um problema de inacreditável gravidade”. Porém, afirmou que a média de anos de estudo no País aumentou de 2.5 (1980) para 7.2 (2010) e, hoje, todos têm acesso à escola.

Lembrou ainda, de forma bastante dinâmica, como será o professor no futuro. Para ele, o educador deverá ser pesquisador, ouvir as pessoas e criar o seu próprio estilo. “Os métodos antigos não funcionam mais em sala de aula”, frisou. E também tem que ser leitor. “Infelizmente o professor brasileiro lê pouco, mais da metade não lê”. Por último, Perissé afirmou que o educador deve ser autor, sendo uma decorrência do pesquisador e do leitor. “É aquele que inventa e reinventa, fazendo algo novo, mas não se desliga do passado”.

Em seguida houve uma apresentação de um grupo de professores com as músicas “Quase Nada”, de Zeca Baleiro, e “Paradeiro”, de Arnaldo Antunes. E ainda a apresentação do vídeo “Por quê vale a pena ser professor”, com depoimentos de vários professores da rede municipal.

Ser professor

A segunda palestra do professor doutor Elydio dos Santos Neto, sobre o tema “Ser professor no Brasil hoje – problemas, angústias e possibilidades” também atraiu a atenção dos educadores. Formado em Filosofia e Pedagogia, é mestre em Ciências da Religião e doutor em Educação pela PUC. Foi professor e pesquisador da Universidade Metodista, de São Bernardo do Campo, e hoje é docente na Universidade Federal da Paraíba, em João Pessoa.

Santos Neto mostrou no telão uma história em quadrinhos, com o título “Não basta nascer”, mostrando as possibilidades do professor nesta sociedade capitalista do Brasil. “Quem nasce já é um vitorioso, mas nascer não é suficiente, resta saber qual é o seu paradeiro. A grande questão é quando apenas o sistema dita as regras do que temos a fazer”, frisou.

O palestrante mostrou ainda a necessidade de os educadores se reinventarem e nascerem para uma nova realidade. Ele ressaltou que as coisas passam tão rápidas que “nos impedem de viver a experiência e quando o professor perde essa experiência, a aula deixa de ser um acontecimento. Em tempos de globalização, precisamos ganhar a capacidade de nos diferenciarmos nesta sociedade capitalista”, disse. No final da palestra, Ele apresentou um vídeo com o show do cantor e compositor Milton Nascimento “Tambores de Minas”, mostrando a história do cantor, numa época de crise, em que fez um renascimento de si mesmo. “Sempre é tempo de renascer”, ressaltou.

Bom nível

Professores presentes no evento elogiaram o nível dos palestrantes. Na opinião de alguns profissionais, São Sebastião precisava de um evento deste porte voltado à área da Educação.

“Todas as palestras foram maravilhosas. Acho que o evento deu um ânimo novo aos educadores do município”, afirmou a diretora Geni Amaral, diretora da Emei “Arlete Nascimento de Moura”, o “Peixinho Dourado”, de Maresias.

A mesma opinião teve a professora Tatiana Maria dos Santos, da EM de Barra do Una, que leciona numa sala na ilha Montão de Trigo. “Achei as palestras muito interessantes, pois levaram a todos a refletir sobre o seu papel de educador na sociedade”, observou.

(NM/RF)

Fonte: Depto de Comunicação

Um comentário:

  1. Parabéns, professora Suzana!
    A Educação precisa ser recriada com os novos paradigmas da humanidade, a informática deixa tudo mais público, o conteúdo é socializado com mais competência.

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