São Sebastião, quinta-feira, 20 de outubro de 2011
Foto: Nayara Martins | PMSS
Professores recebem dicas e orientações sobre como lidar com alunos autistas
Curso segue até dia 7 de dezembro
Desde setembro, a Administração Municipal de São Sebastião realiza o curso “Autismo e suas necessidades”, que visa capacitar o professor para aprender a lidar com os alunos autistas nas escolas da rede municipal.
O curso acontece na EM Henrique Botelho até dia 7 de dezembro, com aulas semanais e carga horária de 30 horas. É destinado aos professores municipais e profissionais da Saúde.
São 20 participantes e a professora Deyse Moreira Lima é quem ministra o curso organizado pelo EAPE (Espaço de Apoio Pedagógico Especializado). A educadora é pedagoga habilitada na área de deficiência intelectual e especialista em Psicopedagogia.
Na aula, na noite de quarta-feira, 19, a professora Deyse falou sobre Transtornos Globais de Desenvolvimento, incluindo Síndrome de Asperger, Síndrome do X Frágil, Transtorno Desintegrativo da Infância e outros relacionados ao autismo.
Já na Síndrome do X Frágil, a criança pode nascer com problemas por apresentar um cromossomo X que pode estar desligado e não funcionar. Em média, a síndrome afeta um em cada 3,6 mil meninos e uma em cada 6 mil meninas, sendo mais comum em meninos. A Síndrome do X Frágil pode se manifestar por três aspectos: atraso mental, alterações do aspecto físico e do comportamento.
O Transtorno Desintegrativo da Infância (TDI) surgiu antes do autismo e foi descoberto pelo pediatra alemão Teodore Heller. Entre as características estão: déficits sociais e comunicativos e aspectos comportamentais observados no autismo. Já sobre o Espectro Autista, que se apresenta em diferentes graus, tem ações parecidas com os do autismo.
Inclusão
Segundo Deyse, essas crianças autistas devem ter o mesmo tratamento em sala de aula que os outros alunos, adotando uma política da inclusão. “Nós, em São Sebastião, estamos à frente de muitos municípios”, observou.
Ela também citou algumas pessoas mais conhecidas com comportamentos semelhantes aos do autismo, como Isaac Newton, Michelangelo, Charles Darwin, Albert Einstein e Bill Gates. E um filme com Temple Grandin, PHD em Ciência Animal e professora da Universidade de Colorado, também foi exibido aos participantes. Ela foi diagnosticada como autista aos 2 anos e hoje ministra palestras, além de ser autora de livros sobre a sua experiência.
Aprendizado
Para os professores, o curso está sendo um verdadeiro aprendizado de como lidar com alunos com essas características no comportamento.
A professora da Apae, Angelina da Silva, disse que o curso é bem dinâmico e já aprendeu muitas ações que podem ser aplicadas com os alunos na entidade.
Mesma opinião compartilha Rita Ianni, diretora da EMEI Branca de Neve, em Juquehy, “O curso está esclarecendo muitas dúvidas que nós, educadores, temos com essas crianças em sala de aula. Devemos estar preparados para aplicar o que aprendemos na prática”, analisa.
(NM/CF)
Fonte: Depto de Comunicação

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